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A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

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A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  jeff em Ter Abr 02, 2013 1:54 pm

A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Isso tem que ser respondido pelo Sr. Creso Franco.

Este fórum vem denunciando há anos (5 anos, para ser exato) que a origem dos problemas mecânicos dos motores das motos Kansas e Speeds tem uma única causa, facilmente resolvível:

A INFORMAÇÃO DA QUANTIDADE DE ÓLEO USADA POR ESSES MOTORES ESTÁ ERRADA. 1 LITRO É INSUFICIENTE PARA ATINGIR O NÍVEL MÍNIMO DA VARETA MEDIDORA DE ACORDO COM O PROCEDIMENTO RECOMENDADO PELO MANUAL DO PROPRIETÁRIO.

Isso é facilmente constatável por qualquer um que faça o procedimento exatamente descrito no manual.

Quer dizer, isso ERA constatável.

Conforme prometido para o Ministério Público Federal, a Dafra fez “correções” na nova versão do manual do proprietário, ELIMINANDO A NECESSIDADE DE LIGAR O MOTOR ANTES DA MEDIÇÃO.

Ou seja, oficializaram o procedimento de sabotagem desses motores.

Pobres novos proprietários incautos.

Então minha pergunta ao Sr. Creso Franco é a seguinte:

A quem interessa que a imagem da Dafra seja prejudicada por atitudes como essa?

Vou ajudar, Sr. Creso:

Não interessa a nós, proprietários, que vemos nossas motos sendo desvalorizadas por sua suposta falta de confiabilidade.

Não interessa aos concessionários, porque a má fama resultante da durabilidade precária dos motores observada nas motos da empresa afugenta possíveis clientes, novos e antigos.

Não interessa aos bons profissionais que trabalham na Dafra, pois ver a empresa crescer representa segurança e oportunidade de crescimento no mercado de trabalho.

Não interessa ao proprietário da Dafra, que investiu dinheiro para criar algo sólido e confiável. Ninguém faz um investimento como esse para jogar dinheiro pelo ralo.

Será que isso interessa a maus funcionários empenhados em não deixar um concorrente promissor crescer no mercado?

Ou será que a empresa tolera maus funcionários incompetentes?

Ou interessará a quem está vendendo as peças de reposição para os proprietários incautos?

Me recuso a acreditar em possibilidades tão sórdidas. Ter lucro à custa da segurança de usuários, denegrindo toda uma empresa e seus funcionários, destruindo sua credibilidade, é inconcebível para mim.

Prefiro acreditar que o Sr. Creso não tem conhecimento das barbaridades que estão sendo perpetradas sob sua responsabilidade. E assinando documentos em confiança baseada em quem não a faz por merecer.

Então, é fundamental responder a isso:

A quem interessa sabotar a empresa trabalhando lá dentro da Dafra?

Com a resposta o Sr. Creso Franco.

Um abraço,

Jefferson Wagner Dessordi

_________________
A quantidade de óleo de Kansas e Speeds para troca é de 1,2 litro no mínimo, 1,3 litro ideal e 1,4 litro no máximo. Colocar menos que o ideal causará prejuízo com o desgaste dos componentes do motor, o qual poderá travar em alta rotação, colocando sua vida e a de sua garupa em risco. A quantidade recomendada no manual do proprietário está errada e a dafra tem que assumir esse erro, informando a todos os proprietários. O quadro da Kansas está sujeito à quebra e a dafra está substituindo gratuitamente, independente de garantia, desde que você leve a moto com o quadro trincado/quebrado até eles. No entanto, negam indenização a quem se acidente, como aconteceu com o Leão do Asfalto de Sergipe. Eles deveriam fazer um recall com ampla divulgação, mesmo caso da quantidade de óleo. Há vidas em risco e com isso não se brinca nem se pode protelar soluções. Tudo que escrevo representa minha opinião pessoal. Assinado Jeff, proprietário de uma Kansas 2009 com 75.000 km sem problemas de motor (só câmbio) pelo uso correto do óleo.
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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  Dan Floripa em Ter Abr 02, 2013 2:00 pm

Duvido e muito que venha a responder!!!

Um abraço!

Dan.
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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  jeff em Ter Abr 02, 2013 2:08 pm

O motivo de minha indignação mais uma vez é a atitude irresponsável que a empresa está tomando em relação aos problemas denunciados aqui e também ao Ministério Público.

Como vocês sabem, protocolei representação no MPF, que foi respondida pela dafra há alguns meses. Contra-argumentei a resposta deles, mas não publiquei aqui porque se tratava de resposta ao procurador.

No entanto, como a DAFRA TOMOU A INICIATIVA DE REVISAR O MANUAL DO PROPRIETÁRIO DA KANSAS (NÃO SEI QUANTO À SPEED), ELIMINANDO A INFORMAÇÃO SOBRE A NECESSIDADE DE LIGAR O MOTOR PARA MEDIR O NÍVEL DO ÓLEO E, COM ISSO, OFICIALIZANDO O PROCEDIMENTO QUE ESTÁ LESANDO MILHARES DE PROPRIETÁRIOS, torno pública aqui a minha resposta.

"Aquele que tem olhos de ver que veja, aquele que tem ouvidos de ouvir que ouça."

Um abraço,

Jeff

EM AZUL FORTE ESTÁ O TEXTO DA DAFRA ENVIADO AO MPF:

Ao Ministério Público Federal – Procuradoria da República em Santa Catarina
Excelentíssimo Sr. Procurador da República Dr. Carlos Augusto de Amorim Dutra
Representante: Jefferson Wagner Dessordi

Referente à resposta da Representada Dafra da Amazônia Indústria e Comércio de Motocicletas Ltda. em relação ao Procedimento Administrativo nº. 1.33.000.001285/2012-41 de Florianópolis

São José, SC, 20/08/2012

Ilmo. Sr.

Respeitosamente, contesto os argumentos apresentados pela empresa acima e solicito que as devidas providências sejam tomadas em prol dos consumidores de todo o Brasil.

Refuto as declarações da empresa, uma a uma, conforme a transcrição e os argumentos abaixo.

Em fonte itálica, a carta enviada pela empresa; minha resposta nos destaques:

Trata-se de Representação formulada pelo Sr. Jefferson Wagner Dessordi contra a Signatária e outra, em função de alegadas diferenças existentes entre as informações e instruções contidas nos Manuais do Proprietário das Motocicletas Speed e Kansas 150, comercializadas pela Dafra, e de motocicletas Kasinski.

O fato é que as diferenças não são simplesmente alegadas; elas existem e podem ser constatadas tanto na prática quanto por meio da documentação anexada à Representação encaminhada ao Ministério Público Federal. Só relembrando, os manuais de proprietário das motocicletas Kansas e Speed mencionam as quantidades para troca de óleo como sendo 0,8 litro e 1,0 litro em diferentes páginas da mesma edição do manual, além de outras incorreções quanto ao tipo de quadro e componentes do sistema elétrico que não vêm ao caso.
Especificamente o motivo desta Representação, a informação da quantidade de óleo está em contradição direta com as instruções do procedimento de medição do nível do óleo, conforme explicado abaixo.

Ainda de acordo com o Representante, haveria inconsistência nas recomendações transmitidas pela rede de Concessionários das Representadas.(2)


Esta afirmação não faz parte do texto principal da Representação, mas nem por isso a informação deixa de ser verídica. Na documentação anexada à Representação é relatado o fato de diversas vezes vendedores e mecânicos de diferentes concessionárias serem questionados quanto ao procedimento de medição do nível de óleo e as informações prestadas por eles estarem em desacordo com as instruções do manual do proprietário das motocicletas.
E não apenas as informações transmitidas são incorretas, as concessionárias também não executam o procedimento recomendado pelo fabricante. Prova disso é que após as revisões as motos são entregues aos clientes com menos óleo que o necessário para atingir o nível mínimo medido de acordo com o procedimento recomendado pelo fabricante.
Estes fatos são facilmente comprováveis por meio de visitas a concessionárias da marca.

Segundo o relato apresentado pelo Representante, os Manuais do Proprietário das motocicletas acima mencionadas apresentariam informações imprecisas quanto à quantidade e forma de medição de óleo lubrificante a ser utilizada em suas revisões periódicas.


Essa afirmação está correta parcialmente. As informações constantes nos manuais de proprietário são imprecisas e incorretas quanto à quantidade de óleo, mas são exatas quanto à forma de medição do nível de óleo lubrificante. Essa contradição é o motivo desta Representação.

Ressalto que essa quantidade será utilizada por toda a vida útil da motocicleta, e não somente em suas revisões periódicas. Trata-se de informação vital para assegurar a vida útil do motor e a segurança dos ocupantes da motocicleta, como será explicado abaixo.

Sem apresentar qualquer estudo técnico ou comprovação de suas alegações, o Representante sugere que o nível de óleo adequado para as motocicletas em questão seria de no mínimo 1.2 litros (sic) e no máximo 1.4 litros (sic), sendo que o ideal, segundo o seu próprio julgamento, seria de 1.3 litros (sic).

Informação totalmente incorreta.

Essas quantidades de óleo não resultam de julgamento próprio, como a empresa alega, mas de medições realizadas exatamente de acordo com o procedimento de medição especificado pelo fabricante no manual do proprietário da motocicleta.

A empresa avalia o Representante como pessoa sem condições de contestar tecnicamente seus argumentos. Desconhecem minha formação como Técnico em Mecânica industrial formado em 1978 pela conceituada Escola Técnica Industrial Lauro Gomes, de São Bernardo do Campo, SP, e posterior estágio no departamento de Manutenção Industrial de uma das maiores empresas fabricantes de caminhões do País, onde pesquisou e participou dos estudos para a implantação de sistemas de lubrificação automática das máquinas operatrizes. Também sou Tecnólogo de Soldagem formado pela FATEC de São Paulo. Portanto, assuntos relativos à mecânica, lubrificação e metalurgia não são estranhos ao meu escopo de conhecimentos.

Segue uma pequena argumentação baseada nos fatos:

Conforme a página 40 do manual do proprietário das motocicletas Kansas e Speed, o óleo deve ser verificado diariamente, antes de colocar o motor em funcionamento, ou seja, com o motor completamente frio, e com a moto apoiada sobre o cavalete central em local plano. Nessas condições, o motor deve ser ligado e deixado em funcionamento em marcha lenta por 1 (um) a 2 (dois) minutos e, agora com o motor desligado, a vareta medidora deve ser retirada, limpa e colocada de volta no alojamento, sem rosqueá-la. Nessas condições, o nível de óleo deverá estar entre as marcas de nível máximo e mínimo da vareta medidora.

Conforme o procedimento acima, é importante que o motor esteja frio e seja aquecido por 1 ou 2 minutos em marcha lenta, porque isso permite que o óleo seja bombeado para as partes altas do motor, e é nessa condição, com óleo retido nessas partes, que a vareta medidora e o visor de nível de óleo estão calibrados.

A medição feita com o motor aquecido acima desses limites estabelecidos pelo fabricante resultará errônea por dois motivos:

1) O óleo sofre efeito de dilatação térmica de maneira aproximadamente proporcional à temperatura. A adição de 1 litro de óleo e a medição do nível de óleo obtido em um motor quente (entendido como próximo à temperatura normal de funcionamento) resultará numa indicação errônea de nível alto de óleo pois, após seu resfriamento, ele diminuirá de volume e será impossível atingir o nível recomendado quando a medição for repetida exatamente de acordo com o procedimento estabelecido pelo fabricante.

2) Um longo intervalo entre o desligamento do motor e a medição resulta no escoamento do óleo das partes altas, resultando em uma indicação errônea de nível de óleo alto. É o que acontece todas as manhãs, quando todo o óleo retido nas partes altas escoa e se acumula na parte inferior do motor, preenchendo completamente o visor de nível de óleo, sobre o qual falaremos abaixo.

Esses fatos são observáveis e comprováveis em qualquer motocicleta dos modelos citados, a qualquer momento, desde que haja respeito absoluto às condições estipuladas pelo próprio fabricante.

Para comprovar o nível de óleo, as motocicletas Kansas e Speed contam com dois recursos de medição, vareta medidora e visor de nível de óleo.

A vareta medidora apresenta uma faixa recartilhada, e a recomendação do fabricante é que o nível de óleo permaneça entre os limites dessa faixa de acordo com as condições de medição determinadas por ele nos respectivos manuais de proprietário.

Já o visor de nível de óleo apresenta as marcas indicadoras de nível L (Low = baixo) e H (High = alto). A empresa não fornece em seus manuais de proprietário explicação alguma sobre o procedimento de medição do nível de óleo usando-se este visor, o que colabora para que os usuários se iludam com a quantidade de óleo indicada.

Não explicar o funcionamento de um elemento destinado à comprovação das condições funcionamento com segurança do motor da motocicleta constitui uma falha grave do manual do proprietário. Entretanto, graças à troca de experiência entre os usuários dessas motocicletas feita pelos participantes do Fórum Motos Dafra, seu funcionamento foi compreendido, e ele é absolutamente coerente com a indicação fornecida pela vareta medidora. Ambas as medições feitas com a vareta medidora e com o visor de nível de óleo comprovam que as quantidades mencionadas pelo fabricante não permitem atingir o nível de óleo mínimo recomendado por eles mesmos.

Não é necessário nenhum estudo técnico para comprovar que a quantidade de óleo indicada pelo fabricante é insuficiente: basta realizar o procedimento de medição do nível de óleo exatamente de acordo com as instruções do manual do proprietário para se comprovar que as quantidades mencionadas nos manuais, 1,0 litro e 0,9 litro, não atingem o nível de óleo mínimo recomendado.

Para o bom funcionamento do motor, a lubrificação ideal é proporcionada quando o nível de óleo se encontra entre as marcas de nível mínimo e máximo. Se há um máximo e um mínimo, é óbvio que esse nível deve permanecer acima da metade superior da faixa de medição da vareta medidora, ou do visor de nível de óleo, para garantir que o motor nunca trabalhe abaixo do nível mínimo recomendado, mesmo que ele venha a ser consumido normalmente durante um dia de uso.

A comprovação dessa incoerência entre as informações de quantidade e nível de óleo poderia ser realizada sem quaisquer dificuldades, e foi solicitada em diversas ocasiões por meio de contato pessoal com vendedores, mecânicos e gerentes de concessionárias; e também ao SAC da empresa. Foram tema da Carta Aberta aos Proprietários/Acionistas da Dafra publicada no Fórum Motos Dafra na data de 31 de outubro de 2010, e para a qual a única resposta não assumida oficialmente por parte da empresa foi similar a esta que agora contestamos.

Nesse mesmo fórum estas denúncias vêm sendo feitas e explicadas publicamente e de maneira detalhada desde 10 de maio de 2008 para as motos Speed e novembro de 2009 para as motos Kansas; apesar de ciente do problema, a empresa nunca concordou com os argumentos apresentados, como pode ser comprovado por esta resposta ao Ministério Público Federal e declarações de representantes da empresa como o Sr. Fábio Frugis, à época responsável pelo Serviço de Atendimento a Clientes da empresa em documentação anexada a esta Representação.

Com relação ao nível de óleo indicado para as motocicletas Dafra, destacamos que, ao contrário do alegado pelo Representante, as referidas motocicletas, após o primeiro enchimento de óleo lubrificante, admitem a quantidade mínima de 0,8 litro e quantidade máxima de 1,2 litros (sic).


Essa afirmação do fabricante de que essas motos poderiam trabalhar com quantidades ainda menores do que o mínimo recomendado é francamente incompreensível.

Como é demonstrável, adicionando-se 1 litro o nível de óleo mínimo recomendado pelo fabricante não é atingido e, com 0,9 litro, não se atinge sequer a vareta indicadora de nível de óleo.

Pela experiência dos proprietários das motos, mesmo com 1 litro de óleo manifestam-se sintomas de lubrificação deficiente, como dificuldade na troca de marchas, aquecimento anormal do motor acarretando pane de funcionamento (o motor se apaga espontaneamente), dificuldade de localizar o neutro. Somente essas situações a que os ocupantes das motocicletas ficam expostos no trânsito já constituiriam motivo suficiente para a empresa se preocupar com o assunto.

No entanto, de maneira incompreensível para nós, a empresa afirma que as motos poderiam usar 0,8 litro de óleo.
Só lembrando, a quantidade de 1,2 litro que está sendo bastante destacada nesta resposta como se fosse um dado público de conhecimento de todos os consumidores. Isso não ocorre.

Essa informação quanto à quantidade de 1,2 litro é feita apenas para o primeiro enchimento posterior à desmontagem do motor, o que não é uma condição habitual. A informação para o consumidor é que ele deve abastecer a moto com 1 litro de óleo a cada troca.

Isso é o praticado por suas concessionárias, como eles mesmos admitem. Nunca partiu da empresa a iniciativa de se usar no mínimo 1,2 litro de óleo, mas sim dos participantes do Fórum e consumidores que souberam identificar o problema.

De qualquer maneira, e isso é muito importante:

Essa quantidade de 1,2 litro é suficiente apenas para atingir o nível mínimo de óleo recomendado pelo fabricante, enquanto 1,4 litro é a quantidade que permite atingir o nível máximo recomendado. Esses 200 a 400 mililitros de óleo representam a diferença entre o bom funcionamento do motor e a situação perigosa que estamos denunciando.

Nenhum equipamento industrial ou automotivo é projetado para trabalhar com a quantidade mínima de óleo, esse é um fato básico da indústria, e não entendo como os representantes da empresa relevam essa noção elementar.

Esclareço:

Para garantir uma vida útil satisfatória e o funcionamento seguro de um equipamento mecânico que trabalhe em banho de óleo, a premissa básica de todo projeto é prever um nível de óleo ideal, verificável de maneira simples, por meio de uma vareta medidora ou visor de nível de óleo. Esse nível é limitado a um máximo que não deve ser ultrapassado, sob risco de o excesso causar esforços não previstos no projeto e consequente desgaste prematuro do motor.

Trabalhar abaixo do nível mínimo é danoso para o motor porque o óleo não atinge todas as superfícies que ele precisa lubrificar, particularmente rolamentos e engrenagens do câmbio.

Um nível baixo de óleo também pode causar a interrupção do suprimento de óleo fornecido pela bomba para as partes altas do motor, como o mecanismo de balancins e válvulas, componentes de folgas mínimas, como mancais de árvore de manivelas e comando. A insuficiência de óleo também prejudica o arrefecimento do motor, já que ele depende do fluxo de óleo para efetuar a dissipação do calor proveniente dos componentes extremamente quentes do cabeçote, cilindro e pistão, conduzindo-o para as superfícies da carcaça de alumínio do motor.

O motivo pelo qual o motor não deve trabalhar com o nível mínimo é que durante seu funcionamento normal, parte do óleo é consumida por meio da evaporação dos componentes voláteis expostos às altas temperaturas, e da infiltração através das folgas dos anéis do pistão. Somados a esses fatores que ocorrem em todas as motocicletas, mesmo as mais novas, também podem ocorrer vazamentos através de elementos de vedação de eixos e juntas de vedação nos motores de motos com maior quilometragem. A fase de amaciamento do motor, logo após a entrega da moto, também é uma fase crítica quanto ao consumo de óleo, pois o motor tende a trabalhar mais quente devido às folgas ainda não completamente ajustadas entre si.

Assim, uma motocicleta abastecida abaixo do nível mínimo de óleo (1,0 litro, como propõe a empresa, e é executado por suas concessionárias) já sai da concessionária após as revisões rodando com o sacrifício de seus componentes devido à precariedade do arrefecimento e lubrificação, ocasionando seu desgaste prematuro. O motor trabalha aquecido além dos parâmetros normais de projeto, o que causa a diminuição da viscosidade do óleo com o detrimento de suas propriedades lubrificantes, resultando no aumento da taxa de seu consumo e, consequentemente, redução da vida útil e risco potencial de travamento do motor, o que é conhecido popularmente como “motor fundido”.

Ora, os clientes levam suas motos às concessionárias e esperam recebê-las em perfeitas condições de uso. Não passa pela cabeça de ninguém que tal erro grosseiro possa estar sendo cometido rotineiramente. Praticamente nenhum consumidor se preocupa em verificar o nível de óleo assim que sai da concessionária; ele confia nos serviços prestados.

No entanto, mesmo clientes que acham anormais o funcionamento, aquecimento, ruídos e dificuldade de passagem de marchas de suas motos, ao interpelarem as concessionárias, recebem a resposta de que “isso é normal”.

Esse fato tem levado os proprietários a serem obrigados a realizar a retífica de seus motores com apenas 12 a 15 mil km de uso da moto, como pude constatar conversando com dezenas de proprietários. Essas despesas não são cobertas por garantia, e o proprietário desinformado que realizar o serviço de recuperação do motor na concessionária continuará recebendo sua moto com uma quantidade insuficiente de óleo. Mesmo aqueles que optam por abandonar a prestação de serviços da rede autorizada continuam a usar a quantidade incorreta recomendada pelo fabricante, reiniciando o ciclo. Esse prejuízo é o menor que pode ser causado aos clientes, como se verá abaixo.

Consequentemente, toda e qualquer quantidade de óleo lubrificante que respeite tais limites (mínimo e máximo) possibilitará o pleno e perfeito funcionamento das motocicletas, sem qualquer risco aos consumidores.

Essa argumentação é insustentável. A quantidade de 1 litro é simplesmente insuficiente, 1,2 litro é meramente suficiente para atingir o nível mínimo, 1,3 litro permite atingir o nível médio recomendado e 1,4 litro corresponde ao nível máximo da vareta medidora quando medido exatamente de acordo com o procedimento recomendado pelo fabricante.

O uso de óleo insuficiente acarreta desgaste prematuro do motor e expõe a riscos gravíssimos potencialmente fatais ou incapacitantes principalmente para seus ocupantes, mas também aos motoristas e pedestres nas imediações,.

Um motor de motocicleta funcionando com pouco óleo se superaquece e, como consequência, seus componentes se dilatam além das dimensões previstas no projeto. Como resultado, as folgas de projeto se tornam exíguas ou deixam de existir, e seus componentes podem vir a travar, com perda repentina da potência e possivelmente do controle da motocicleta.

Não se trata de argumentação teórica, mas de experiência prática com motocicletas. As situações no trânsito podem obrigar o motociclista a permanecer por alguns períodos à velocidade máxima, como por exemplo, durante uma ultrapassagem. Nessa mesma moto que piloto, uma Kansas, já passei por situações de risco extremo, ao ficar emparelhado com caminhões que não conseguia ultrapassar, devido ao limite de potência do motor, e ao mesmo tempo sendo pressionado por outros veículos que não respeitavam a distância mínima de segurança.

Nessas situações, alguns minutos à velocidade máxima exigem o máximo do motor, uma condição que não é aconselhável. Mesmo com um motor bem lubrificado, como é o caso de minha moto, pude constatar superaquecimento e cheguei à iminência do travamento do motor, tanto que não conseguia mais trocar as marchas devido à dilatação excessiva do motor. Por contar com lubrificação adequada, essas situações foram transitórias e não tiveram consequências.

Entretanto, uma moto sem óleo suficiente na mesma situação certamente apresentaria perda repentina de potência ou travamento do motor, possivelmente resultando na morte de seus ocupantes. Aliás, em uma de minhas viagens encontrei um casal que passou por essa situação e teve a sorte de saírem ilesos graças à atitude rápida do piloto, fato que está documentado na Representação e que deu origem à publicação da Carta Aberta aos Proprietários/Acionistas da Dafra.

Não obstante variável aqui informada, para a facilidade do consumidor e da rede de concessionárias, considerando que as embalagens de óleo em sua grande maioria comportam um (1) litro, bem como que tal quantidade é a média do volume aplicável para tais motocicletas, as concessionárias da Representada sempre recomendaram a utilização de um litro de óleo, fato este, que não prejudica as motocicletas e, principalmente, não expõe os consumidores a risco algum.

Há uma confusão de termos aqui. A empresa fala no nível de óleo, mas estipula um volume em litros. Uma coisa somente determinaria a outra se ambas as informações estivessem corretas, o que não ocorre.

O fabricante elabora sua argumentação se preocupando em defender a quantidade de óleo recomendada, quando na verdade deveria estar preocupado em garantir o nível de óleo dentro do motor.

Para o bom funcionamento do motor e consequente segurança do veículo, é fundamental que se respeitem os limites mínimo e máximo do nível de óleo. Se a quantidade informada está errada, o que pode ser comprovado pela medição do nível de óleo, e nossa denúncia é quanto a esse fato, não entendemos a insistência do fabricante em defender o uso dessa mesma quantidade.

Se a quantidade recomendada não atinge o nível mínimo recomendado pelo procedimento de medição recomendado, alguma das informações está incorreta. Isso é lógica pura.

A experiência demonstra que a informação incorreta é aquela referente à quantidade de óleo. Algo tão óbvio que não consigo compreender como pode ser tão difícil de ser entendido por parte da empresa e sua equipe de engenheiros especializados.

Fato é que os produtos Dafra estão devidamente homologados e são totalmente aptos à comercialização para o mercado consumidor.

A homologação é uma premissa para a comercialização não há dúvida de que os produtos sejam homologados. Minha moto Kansas é uma máquina muito boa que exigiu muito pouca manutenção, uma máquina que recomendo a quem perguntar. No entanto, a homologação não considera problemas de pós-venda, e é disso que tratamos aqui.

Prova disso, é a matéria veiculada por revista especializada, qual seja, Quatro Rodas, na qual menciona que a motocicleta Kansas fora considerada a 3ª (terceira) melhor compra de 2012, comparativo este nas motocicletas custom de até 150 cilindradas, bem como o incluso Certificado de Conformidade SGQ – 2766, que confere a tais modelos inquestionável qualidade técnica e funcional.

Ser considerada uma boa opção de compra por uma revista especializada não serve de argumento para contestar esta Representação por um motivo simples: esse erro grave nas informações dos manuais de proprietários de Kansas e Speed só pode ser identificado por quem convive diariamente com a moto, e não com uma única reportagem ou teste por tempo limitado.

Minha representação foi feita com base em minha experiência como proprietário de uma moto Kansas modelo 2009 com a qual estou muito satisfeito e juntos percorremos mais de 45 mil km nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, sem jamais ter tido problemas de motor ou câmbio, porque sempre usamos a quantidade correta de óleo, aquela que garante o nível recomendado para seu bom funcionamento.

É incompreensível que a fábrica recorra a alegações de tal tipo visando desqualificar a denúncia, se recusando a comprovar a veracidade da mesma com a realização de um procedimento tão simples quanto medir o nível de óleo exatamente de acordo com o procedimento descrito no próprio manual do proprietário.

Não obstante, apesar de o volume de óleo indicado no manual do proprietário estar dentro das condições adequadas à utilização das motocicletas, visando a satisfação dos consumidores da marca, a Dafra fez estudos e ensaios de forma a buscar uma alternativa mais simples para a medição do nível de óleo.

Mais uma vez, informações incorretas. Os volumes de óleo indicados no manuais de proprietário de Kansas e Speed (0,9 e 1,0 litro) são totalmente inadequados e as motos apresentam problemas graves nessas condições. Não há nada de errado com o procedimento de medição do nível de óleo.

Dessa forma, a Dafra irá realizar uma pequena modificação no manual do proprietário, para o fim de inserir um método alternativo para a medição do óleo. Tal método será divulgado por meio de nota esclarecedora no site da Dafra, bem como pelas Concessionárias da rede Dafra.


O volume de óleo indicado no manual está incorreto e o procedimento de medição está correto, não há motivo para alterá-lo.

O que esta Representação continua a solicitar é “que seja determinado às empresas representadas: a correção dos manuais de proprietário; que as concessionárias sejam orientadas a colocarem a quantidade correta de óleo quando das revisões; que seja feita uma campanha de divulgação pública de modo a orientar os proprietários que não mais utilizam as redes de concessionárias para que passem a utilizar a quantidade correta.”

Desde todo o exposto, por não haver qualquer sorte de prejuízo ou risco aos consumidores da Representada, a Dafra requer que seja este Procedimento arquivado.

Pelo que foi exposto, nada justifica o arquivamento deste Procedimento. Há prejuízo para os consumidores que têm seus motores desgastados prematuramente e há risco de vida para as pessoas que podem se envolver em acidentes com motos que tiveram seus motores travados em alta velocidade, podendo vir a ser atropelados.

A única solução para evitar isso é que os clientes sejam informados quanto à quantidade correta de óleo que devem utilizar. E nada vai mudar o fato de que essa quantidade corresponde a 1,3 a 1,4 litro de óleo de boa qualidade.

Caso V.Sa. tenha interesse em obter maiores esclarecimentos, desde já nos colocamos à disposição para atendimento a uma eventual audiência a ser designada por esse Ministério Público.

Também me coloco à disposição para prestar todos os esclarecimentos com o intuito de que essa situação se aclare de vez e os consumidores parem de sofrer as consequências desse erro lamentável de tão difícil entendimento por parte da empresa.

Há uma maneira prática e rápida de comprovar a veracidade dos fatos aqui apresentados e encerrar de vez este assunto, sem mais delongas: um simples procedimento de troca e medição do nível de óleo feito exatamente de acordo com o procedimento recomendado no manual do proprietário diante das autoridades para que comprovem definitivamente os fatos, de modo a ser desnecessário continuar com trocas de argumentos de lado a lado.

Contra fatos não há argumentos.

Quanto aos testes de rodagem propostos pelo fabricante, temo pela integridade física do piloto de testes ao rodar com apenas 0,8 a 1,2 litro de óleo, porque tenho consciência dos riscos e não gostaria de vê-lo exposto a uma situação potencialmente perigosa como essa.

Mas algo precisa ser feito e com urgência, porque há milhares de vidas neste exato momento utilizando essas motos em condições que não são as ideais. O mesmo vale para a situação até agora não resolvida pela empresa quanto ao risco de rompimento catastrófico dos quadros das motos de modelo Kansas fabricadas até 2010.

Atenciosamente,

Jefferson Wagner Dessordi


Última edição por jeff em Ter Abr 02, 2013 6:32 pm, editado 3 vez(es)

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A quantidade de óleo de Kansas e Speeds para troca é de 1,2 litro no mínimo, 1,3 litro ideal e 1,4 litro no máximo. Colocar menos que o ideal causará prejuízo com o desgaste dos componentes do motor, o qual poderá travar em alta rotação, colocando sua vida e a de sua garupa em risco. A quantidade recomendada no manual do proprietário está errada e a dafra tem que assumir esse erro, informando a todos os proprietários. O quadro da Kansas está sujeito à quebra e a dafra está substituindo gratuitamente, independente de garantia, desde que você leve a moto com o quadro trincado/quebrado até eles. No entanto, negam indenização a quem se acidente, como aconteceu com o Leão do Asfalto de Sergipe. Eles deveriam fazer um recall com ampla divulgação, mesmo caso da quantidade de óleo. Há vidas em risco e com isso não se brinca nem se pode protelar soluções. Tudo que escrevo representa minha opinião pessoal. Assinado Jeff, proprietário de uma Kansas 2009 com 75.000 km sem problemas de motor (só câmbio) pelo uso correto do óleo.
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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  Dan Floripa em Ter Abr 02, 2013 2:22 pm


Jeff infelizmente estamos no Brasil, onde a li lei só vale para que tem dinheiro para pagar advogados, juízes, etc... . Basta ver lá em Brasília, onde provas não faltam, porém ninguém é punido. Falta pouco para chegarmos ao ponto do olho por olho, dente por dente.
Quem sabe se chegarmos a esse ponto, as coisas mudam.
Infelizmente essa é a nossa realidade, e o povo não faz nada.

Um abraço!

Dan.
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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  L340 em Ter Abr 02, 2013 5:06 pm

Pra quem quiser ver:
http://www.daframotos.com.br/pdf/Miolo-Kansas-Rev02_dist.pdf

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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  L340 em Ter Abr 02, 2013 6:43 pm

Sabe o que achei curioso nessa revisão do manual?

Corrigiram algumas informações nele, de fato agora está certa a potência das lâmpadas do pisca e do fusível, mas ainda tem muita coisa errada, além da quantidade e agora do modo de medição do óleo, que por sinal, só vi desta forma neste manual.
Em nenhum outro fabricante eu vi esse pré requisito para a medição e todos os manuais que li tem os procedimentos bem parecidos, não importa a cilindrada, ou quantidade de cilindros.

Logo, chego à conclusão de que o Super Laboratório deles, de 4,7 mil metros quadrados e 8 milhões de reais deve estar tomado por errantes, pois corrigiram meia dúzia de coisas que postamos por aqui e não conseguiram nem mesmo notar erros básicos.

Por isso, ofereço meus serviços de exterminador de zumbis do "The Walking Dead" para que possam entrar de novo no laboratório (a faxina é com vocês, beleza?) e olhar direito para uma Kansas e ver que por exemplo o mostrador de marchas não é digital, como informado na página 29, ou para que o pessoal pelo menos tente fazer um procedimento de limpeza do elemento filtrante, conforme descrito na página 43.

Então deixo a minha velha pergunta:

Será mesmo que essa empresa tem condições de informar a quantidade correta de óleo em uma motocicleta que demonstram tão claramente que não conhecem?

Posso estar errado, e exatamente por essa possibilidade, gostaria que a Dafra ou algum "Dafra-Lover" me explique, de forma comparativa o motivo de eu não poder ligar o motor da Kansas 150 para fazer a medição.
O que este motor tem de diferente que justifique essa forma de medição?

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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  jeff em Ter Abr 02, 2013 6:57 pm

O que eu acho graça (na verdade, isso é uma ironia, porque o fato é que me deixa bastante irritado) é que os dafra-lovers não fazem o procedimento que está escrito no manual e se você tenta falar/mostrar para eles, eles não querem ver.

Mas cansei de ser bonzinho e tolerante.

De agora em diante minha resposta para esse tipo de gente será bem atravessada, por um motivo simples.

Não querer constatar a verdade dos fatos é tolice ou má-fé.

Aliás, me pergunto por qual desses dois motivos se pautou quem fez essa alteração no manual do proprietário da kansas.

Um abraço,

Jeff

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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  Lessa em Qua Abr 03, 2013 8:24 am

Cara... que absurdo isso que eu li aqui e que pude comprovar no manual linkado pelo Leão !!!! Shocked Shocked
Medir o nível do óleo sem ligar a moto é algo totalmente incoerente !!!! Será que realmente compensa simplesmente tentar esconder a sujeira debaixo do tapete ao invés de fazer a coisa certa ?!?
Não sei como, mas ainda consigo ficar espantado com as atitudes da Dafra !!! affraid Evil or Very Mad


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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  lord_nyo em Qua Abr 03, 2013 8:39 am

Nussa

com essa de que o mostrador de marchas é digital eu fiquei bobo albino

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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  Cassius em Qua Abr 03, 2013 10:30 am

HaHaHaHaHaHaHaHa

Nenhum outro comentário que me vem a cabeça será aceito pela moderação...

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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  jeff em Qua Abr 03, 2013 12:37 pm

Sabem, eu me sinto meio responsável por essa situação.

Se não tivesse ido até o Ministério Público pedir providências, eles não teriam perpetrado mais essa barbaridade contra os clientes.

Mas se ir até o MPF pedir uma coisa resulta na dafra fazer exatamente o contrário do solicitado, adianta voltar ao MPF?

Se eles tivessem chamado a todos para uma audiência e resolvido a situação da maneira correta, nada disso teria acontecido.

Mas se o MPF não considerou minha resposta e se deu por satisfeito com o compromisso da dafra de fazer exatamente o contrário do que era solicitado, não acredito mais na eficácia desse recurso.

E quando se perde a esperança nas poucas coisas que a gente ainda acredita neste país, a coisa fica muito triste.

Cada vez mais desanimado,

Jeff

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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  jeff em Qua Abr 03, 2013 12:42 pm

lord_nyo escreveu:Nussa

com essa de que o mostrador de marchas é digital eu fiquei bobo albino
Tecnicamente, não está errado.

O mostrador é digital porque mostra dígitos e não um ponteiro (se mostrasse um ponteiro, aí ele seria um indicador analógico).

Ele apenas não é digital da maneira que estamos acostumados a pensar em indicador digital, com uma tela de cristal líquido ou segmentos de leds para compor cada algarismo.

E se embaixo dos dígitos existirem leds, aí é que não tem mesmo como argumentar que o indicador de marchas da kansas não seja digital.

Um abraço,

Jeff

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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  Dan Floripa em Qua Abr 03, 2013 1:00 pm

jeff escreveu:Sabem, eu me sinto meio responsável por essa situação.

Se não tivesse ido até o Ministério Público pedir providências, eles não teriam perpetrado mais essa barbaridade contra os clientes.

Mas se ir até o MPF pedir uma coisa resulta na dafra fazer exatamente o contrário do solicitado, adianta voltar ao MPF?

Se eles tivessem chamado a todos para uma audiência e resolvido a situação da maneira correta, nada disso teria acontecido.

Mas se o MPF não considerou minha resposta e se deu por satisfeito com o compromisso da dafra de fazer exatamente o contrário do que era solicitado, não acredito mais na eficácia desse recurso.

E quando se perde a esperança nas poucas coisas que a gente ainda acredita neste país, a coisa fica muito triste.

Cada vez mais desanimado,

Jeff


Como comentei contigo hoje, aqui no "Braçil" a justiça é só para quem tem dinheiro para pagar os corruptos e bons advogados (basta ver o que acontece lá em Brasília).
Infelizmente é isso meu amigo.
Uma solução seria pegar um bom rifle com uma excelente telescópica acoplada, junto com munição adequada, e fazer a lei na basa da bala, como conversamos hoje pela manhã.

Um abraço!

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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  jeff em Qua Abr 03, 2013 1:08 pm

Ah, Dan....

Este país já anda violento demais, não acredito nesse tipo de solução.

Não para este caso, pelo menos.

Sou contra a violência, e sou a favor da paz (mas não necessariamente do desarmamento).

Voltando ao assunto do tópico:

Quanto ao caso da atitude absurda tomada pela dafra, a exposição dos fatos e a consequente reprovação da sociedade já serão punição suficiente.

Quanto mais eles se empenham em ocultar a verdade, mais difícil fica explicar a omissão ou a seriedade de intenções de quem é responsável por elas.

O sr. Creso Franco deveria estar ciente disso.

Um abraço,

Jeff

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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  Dan Floripa em Qua Abr 03, 2013 1:17 pm

jeff escreveu:Ah, Dan....

Este país já anda violento demais, não acredito nesse tipo de solução.

Não para este caso, pelo menos.

Sou contra a violência, e sou a favor da paz (mas não necessariamente do desarmamento).

Voltando ao assunto do tópico:

Quanto ao caso da atitude absurda tomada pela dafra, a exposição dos fatos e a consequente reprovação da sociedade já serão punição suficiente.

Quanto mais eles se empenham em ocultar a verdade, mais difícil fica explicar a omissão ou a seriedade de intenções de quem é responsável por elas.

O sr. Creso Franco deveria estar ciente disso.

Um abraço,

Jeff


Andei lendo alguns posts em outros sites sobre a Next (moto no qual estava cogitando pegar) e da Riva, me fez lembrar das Speeds e Kansas, será que eles nunca aprenderão?.
Ou aprendem ou fecharão as portas igual a Sundown.

Um abraço!

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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  jeff em Qua Abr 03, 2013 1:20 pm

Pois é, no começo eu acreditava que eles não cometeriam os mesmos erros.

Cometeram piores.

E não foi por falta de avisos/críticas aqui no fórum.

Um abraço,

Jeff

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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  alex.ilha em Qua Abr 03, 2013 1:31 pm

L340 escreveu:Sabe o que achei curioso nessa revisão do manual?

Corrigiram algumas informações nele, de fato agora está certa a potência das lâmpadas do pisca e do fusível, mas ainda tem muita coisa errada, além da quantidade e agora do modo de medição do óleo, que por sinal, só vi desta forma neste manual.
Em nenhum outro fabricante eu vi esse pré requisito para a medição e todos os manuais que li tem os procedimentos bem parecidos, não importa a cilindrada, ou quantidade de cilindros.

Logo, chego à conclusão de que o Super Laboratório deles, de 4,7 mil metros quadrados e 8 milhões de reais deve estar tomado por errantes, pois corrigiram meia dúzia de coisas que postamos por aqui e não conseguiram nem mesmo notar erros básicos.

Por isso, ofereço meus serviços de exterminador de zumbis do "The Walking Dead" para que possam entrar de novo no laboratório (a faxina é com vocês, beleza?) e olhar direito para uma Kansas e ver que por exemplo o mostrador de marchas não é digital, como informado na página 29, ou para que o pessoal pelo menos tente fazer um procedimento de limpeza do elemento filtrante, conforme descrito na página 43.

Então deixo a minha velha pergunta:

Será mesmo que essa empresa tem condições de informar a quantidade correta de óleo em uma motocicleta que demonstram tão claramente que não conhecem?

Posso estar errado, e exatamente por essa possibilidade, gostaria que a Dafra ou algum "Dafra-Lover" me explique, de forma comparativa o motivo de eu não poder ligar o motor da Kansas 150 para fazer a medição.
O que este motor tem de diferente que justifique essa forma de medição?

Além do fato do óleo, uma coisa que me intrigou bastante foi o fato de eles no manual do proprietário indicarem na parte das "especificações técnicas", na pagina 18 que o filtro de ar da Kansas é um elemento de espuma umidecido em óleo ATF (hã?) o que não é verdade. Já nas páginas 43 e 44 do manual se tem a informação correta (elemento filtrante de papel).
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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  Dan Floripa em Qua Abr 03, 2013 1:40 pm

jeff escreveu:Pois é, no começo eu acreditava que eles não cometeriam os mesmos erros.

Cometeram piores.

E não foi por falta de avisos/críticas aqui no fórum.

Um abraço,

Jeff

Um dos vídeos que vi em um site:

Olha os comentários, lembra e muito os casos das Kansas e Speeds.
E o pior que tem muita gente reclamando dessas motos novas.

Um abraço!

Dan.
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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  jeff em Qua Abr 03, 2013 2:03 pm

Bom, vamos lá.

O cara está puot, tem seus motivos.

MAS...

Nenhum fabricante dá garantia por escrito sobre coisas como amortecedores, pneus, escovas e outros itens de desgaste, e não tem como dar mesmo, porque eles não têm como controlar o que o proprietário faz depois que a moto sai pela porta da concessionária.

Basta ver o número de pessoas postando motos empinando e fazendo zerinhos para entender o motivo. E com os buracos que temos por aqui, basta cair em um deles de mau jeito que o amortecedor vai para o espaço mesmo. Então não se pode culpar o fabricante por não oferecer garantia por esses itens.

Então, a garantia procura se eximir de coisas que não seriam justas para o fabricante arcar, mas a garantia é (ou deveria ser) exercida pelo bom senso, caso a caso. Se a reclamação do cliente é procedente, a empresa arca (ou deveria arcar) com as despesas do reparo em garantia.

A interpretação que ele faz do manual do proprietário me pareceu incorreta. Haver espaço para carimbos de revisões até os 66 mil km não quer dizer que a garantia da moto vá até 66 mil km. A garantia é de um ano sem limite de quilometragem, mas fazer 66 mil km em um ano não é para qualquer um.

A moto dele é uma Next e o motor está abrindo o bico com 18 mil km?

Considerando a possibilidade de que ele nunca tenha esmerilhado a moto, tenha feito um amaciamento correto, e a moto não tenha defeitos originais de fábrica (ou seja, considerando condições normais de fabricação e uso), pode estar acontecendo com a Next a soma de duas coisas:

1) Negligência na hora de completar o nível do óleo (os proprietários pensam que não precisa verificar o nível entre revisões, simplesmente não conferem). Isso é surpreendentemente comum.

2) Aquilo que eu alertei no test drive:

O manual do proprietário pode estar induzindo o dono da moto a um procedimento de verificação incorreto.

O miolo do manual descreve o procedimento correto (motor frio, moto nivelada, ligar o motor por 1 a 2 minutos, desligar e medir).

NO ENTANTO, a contracapa faz uma descrição abreviada sem mencionar o procedimento correto, apenas mostra a imagem do visor de óleo e a informação que o proprietário deve verificar o nível todas as manhãs.

Por que isso pode induzir o proprietário a erros?

É óbvio que o proprietário vai memorizar a informação da contracapa.

E de acordo com o procedimento abreviado, o visor sempre estará aparentemente cheio de óleo. Se não der a ligadinha no motor, dará uma leitura falsa do nível do óleo, e a moto rodará com uma quantidade insuficiente de óleo, o mesmo problema que atormenta kansas e speeds.

Não sei se é isso que está acontecendo, mas pode ser isso. O pessoal não tem noção de que o óleo é um artigo consumível, e as condições de funcionamento do motor de motocicletas são bem mais severas que as de um carro. Além disso, 0,5 litro de óleo consumido num motor que roda com 3,5 litros é uma coisa, 0,5 litro de óleo consumido em 1,5 litro é completamente diferente.

Mas adianta falar essas coisas para a dafra?

É mais provável que os gênios da engenharia da dafra alterem o manual da Next, como se o problema estivesse no procedimento e não na informação incorreta que eles publicam.

Mas vá fazer esses gênios entenderem isso.

Sinceramente, a dafra merece colher todos os frutos que plantou.

Um abraço,

Jefferson


Última edição por jeff em Qua Abr 03, 2013 2:17 pm, editado 1 vez(es)

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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  alex.ilha em Qua Abr 03, 2013 2:13 pm

NENHUM fabricante dá garantias com esses itens q ele mencionou. Segue abaixo a pagina 2-2 do manual do proprietário da CB300 R da Honda como exemplo.

[img] [/img]
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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  jeff em Qua Abr 03, 2013 2:13 pm

Foi o que eu disse.

Um abraço,

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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  will_santana em Seg Abr 08, 2013 12:51 pm

O que me levanta suspeita no vídeo dele é uma questão simples.
Ele afirma ter feito as revisões, por falta de concessionária na cidade, numa equipe de corrida.
Como ele teve contato com esse pessoal? Faz parte dela, anda como eles?
Veículos de competição não são concebidos para durabilidade e sim para desempenho. Talvez algumas das peças ou formas de manutenção utilizadas tenham sido pensando neste conceito.

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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  jeff em Seg Abr 08, 2013 3:14 pm

É, o fato de ele não ter feito as revisões em concessionária complica para ele exigir a garantia.

Mas como você faz quando não tem concessionária na sua cidade?

Ou melhor, quando a concessionária da sua cidade fecha as portas? Porque se não tem cc, você nem compra. O que te leva a comprar é saber que não vai ficar na mão. Mas aí te deixam na mão, como é que você se vira?

Mas tenho novidades interessantes sobre Jezebel, estou criando a postagem.

Um abraço,

Jeff

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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  L340 em Seg Abr 08, 2013 7:29 pm

alex.ilha escreveu:
L340 escreveu:Sabe o que achei curioso nessa revisão do manual?

Corrigiram algumas informações nele, de fato agora está certa a potência das lâmpadas do pisca e do fusível, mas ainda tem muita coisa errada, além da quantidade e agora do modo de medição do óleo, que por sinal, só vi desta forma neste manual.
Em nenhum outro fabricante eu vi esse pré requisito para a medição e todos os manuais que li tem os procedimentos bem parecidos, não importa a cilindrada, ou quantidade de cilindros.

Logo, chego à conclusão de que o Super Laboratório deles, de 4,7 mil metros quadrados e 8 milhões de reais deve estar tomado por errantes, pois corrigiram meia dúzia de coisas que postamos por aqui e não conseguiram nem mesmo notar erros básicos.

Por isso, ofereço meus serviços de exterminador de zumbis do "The Walking Dead" para que possam entrar de novo no laboratório (a faxina é com vocês, beleza?) e olhar direito para uma Kansas e ver que por exemplo o mostrador de marchas não é digital, como informado na página 29, ou para que o pessoal pelo menos tente fazer um procedimento de limpeza do elemento filtrante, conforme descrito na página 43.

Então deixo a minha velha pergunta:

Será mesmo que essa empresa tem condições de informar a quantidade correta de óleo em uma motocicleta que demonstram tão claramente que não conhecem?

Posso estar errado, e exatamente por essa possibilidade, gostaria que a Dafra ou algum "Dafra-Lover" me explique, de forma comparativa o motivo de eu não poder ligar o motor da Kansas 150 para fazer a medição.
O que este motor tem de diferente que justifique essa forma de medição?

Além do fato do óleo, uma coisa que me intrigou bastante foi o fato de eles no manual do proprietário indicarem na parte das "especificações técnicas", na pagina 18 que o filtro de ar da Kansas é um elemento de espuma umidecido em óleo ATF (hã?) o que não é verdade. Já nas páginas 43 e 44 do manual se tem a informação correta (elemento filtrante de papel).
Pois é, mas de qualquer forma, também não dá para limpar com ar comprimido.

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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

Mensagem  L340 em Seg Abr 08, 2013 7:37 pm

jeff escreveu:Bom, vamos lá.

O cara está puot, tem seus motivos.

MAS...

Nenhum fabricante dá garantia por escrito sobre coisas como amortecedores, pneus, escovas e outros itens de desgaste, e não tem como dar mesmo, porque eles não têm como controlar o que o proprietário faz depois que a moto sai pela porta da concessionária.

Basta ver o número de pessoas postando motos empinando e fazendo zerinhos para entender o motivo. E com os buracos que temos por aqui, basta cair em um deles de mau jeito que o amortecedor vai para o espaço mesmo. Então não se pode culpar o fabricante por não oferecer garantia por esses itens.

Então, a garantia procura se eximir de coisas que não seriam justas para o fabricante arcar, mas a garantia é (ou deveria ser) exercida pelo bom senso, caso a caso. Se a reclamação do cliente é procedente, a empresa arca (ou deveria arcar) com as despesas do reparo em garantia.

A interpretação que ele faz do manual do proprietário me pareceu incorreta. Haver espaço para carimbos de revisões até os 66 mil km não quer dizer que a garantia da moto vá até 66 mil km. A garantia é de um ano sem limite de quilometragem, mas fazer 66 mil km em um ano não é para qualquer um.

A moto dele é uma Next e o motor está abrindo o bico com 18 mil km?

Considerando a possibilidade de que ele nunca tenha esmerilhado a moto, tenha feito um amaciamento correto, e a moto não tenha defeitos originais de fábrica (ou seja, considerando condições normais de fabricação e uso), pode estar acontecendo com a Next a soma de duas coisas:

1) Negligência na hora de completar o nível do óleo (os proprietários pensam que não precisa verificar o nível entre revisões, simplesmente não conferem). Isso é surpreendentemente comum.

2) Aquilo que eu alertei no test drive:

O manual do proprietário pode estar induzindo o dono da moto a um procedimento de verificação incorreto.

O miolo do manual descreve o procedimento correto (motor frio, moto nivelada, ligar o motor por 1 a 2 minutos, desligar e medir).

NO ENTANTO, a contracapa faz uma descrição abreviada sem mencionar o procedimento correto, apenas mostra a imagem do visor de óleo e a informação que o proprietário deve verificar o nível todas as manhãs.

Por que isso pode induzir o proprietário a erros?

É óbvio que o proprietário vai memorizar a informação da contracapa.

E de acordo com o procedimento abreviado, o visor sempre estará aparentemente cheio de óleo. Se não der a ligadinha no motor, dará uma leitura falsa do nível do óleo, e a moto rodará com uma quantidade insuficiente de óleo, o mesmo problema que atormenta kansas e speeds.

Não sei se é isso que está acontecendo, mas pode ser isso. O pessoal não tem noção de que o óleo é um artigo consumível, e as condições de funcionamento do motor de motocicletas são bem mais severas que as de um carro. Além disso, 0,5 litro de óleo consumido num motor que roda com 3,5 litros é uma coisa, 0,5 litro de óleo consumido em 1,5 litro é completamente diferente.

Mas adianta falar essas coisas para a dafra?

É mais provável que os gênios da engenharia da dafra alterem o manual da Next, como se o problema estivesse no procedimento e não na informação incorreta que eles publicam.

Mas vá fazer esses gênios entenderem isso.

Sinceramente, a dafra merece colher todos os frutos que plantou.

Um abraço,

Jefferson

Gostaria de propor uma terceira possibilidade:
3 - Rolamento de baixa qualidade.

Lembro do Tonella falando sobre rolamentos:
http://youtu.be/9QPt1TX8-BA?t=2m33s

A minha apresentou problemas, já ouvi alguns relatos semelhantes e hoje ainda presenciei uma Super 100 chorando.

Pelo visto é bem comum rolamento abrindo o bico.

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Re: A QUEM INTERESSA SABOTAR A DAFRA?

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